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Objetos cênicos, o que são e para que servem

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O que são os cenários a nossa volta? Assim como na ficção a direção de arte coloca objetos cênicos para transmitir uma sensação, no mundo não é diferente. É preciso entender isso.
Objetos cênicos

Roteiro do episódio #89 “Objetos Cênicos, O Que São e Para Que Servem”, do podcast Não Dá Pra Desouvir, com Kaw Yin e Yan Yin.

Olha só, você olha em volta e ao seu redor há coisas, objetos, plantas, pessoas, cores, sons, luzes, enfim… tem um cenário montado para a sua experiência. Uma experiência literalmente cinematográfica a cada interação com tudo e com todos no mundo. 

E essas experiências podem ser muito melhor aproveitadas se você tiver consciência de algumas coisas. Vamos falar sobre isso, então? Vamos falar sobre esse cenário? Vamos falar sobre OBJETOS CÊNICOS, O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM

O que são objetos cênicos? 

Qual é a utilidade dos objetos cênicos?

Como surgiram os objetos cênicos nas artes cênicas e como se desenvolveu a habilidade de direção de arte, nas artes cênicas?

Vamos ler aqui uma publicação o Instituto de Cinema, onde a Yan Yin, e outras pessoas da nossa equipe estudaram e que achamos muito legal, bastante completo e de fácil entendimento mesmo para leigos:

Seja no cinema, TV, publicidade ou games, a Direção de Arte é essencial para uma produção audiovisual. De maneira geral, tudo aquilo que você vê na tela, enquadrado pela câmera, é direção de arte. Sua função é fazer com que as histórias saltem do roteiro para se materializar diante do olhar do espectador.

Em uma produção, nada é por acaso. Desde a aparência e personalidade dos personagens, até a escolha de planos, busca-se um resultado visual que revele detalhes intrínsecos ao roteiro.

Dentro deste processo, a Direção de Arte é responsável por tornar realidade a idealização visual do filme. Busca nos mostrar – por meio da paleta de cores, figurinos e objetos de cenas – qual é o universo ao qual estamos sendo inseridos ao assistir aquela obra. É o Diretor de Arte o profissional responsável por gerir essa área, é quem define a identidade visual do filme, pensando os elementos que vão imergir o espectador na história, criando metáforas visuais e atmosferas específicas para as cenas.

O diretor de arte deve ser um profissional criativo, com a tarefa de materializar a proposta do filme em objetos, cenários, roupas, maquiagens e efeitos. É ele quem coordena, afina e harmoniza os elementos visuais  que compõem a cena, que então será iluminada e fotografada. É a partir de sua bagagem cultural e da sua capacidade de relacionar conceitos que o diretor de arte ajuda a contar a história do filme.

Além do diretor, a equipe de arte costuma ser composta por cenógrafos, cenotécnicos, pintores, figurinistas, maquiadores, cabeleireiros, produtores de objetos e técnicos de efeitos visuais.

Mas, agora, vamos pensar um pouco:

Todo esse estudo sobre composição cênica, incluindo as imagens dos personagens, buscaram referências para esses estudos em qual contexto?

Se o que vemos no cinema, TV, teatro ou publicidade são aspectos das cenas ocorrentes entre seres humanos, então todo esse estudo só pode ter sido feito, a partir da observação do contexto humano, ok?

Sendo assim, todos os objetos, imagens, sons e movimentos do cenário são simplesmente expressões que trazem possibilidades de mergulhar os participantes na história e fazer com que ela gere um envolvimento capaz de gerar a sensação de realidade, o que faz com que todos os envolvidos direta ou indiretamente, se sintam em posição de defesa de suas expectativas diante do contexto apresentado. 

Isso é assim nas artes cênicas que copiaram os contextos humanos, por que isso é assim nos contextos humanos ok?

Objetos cênicos a nossa volta

Então, por que não olhamos os cenários que vemos no mundo como sendo a expressão dos pensamentos dos roteiristas envolvidos conjuntamente e que estabeleceram tudo o que é percebido pelos sentidos?

Tudo o que percebemos e que recebe de nós os significados que decidimos dar, traz para nossos sentidos, apenas os feedbacks em forma de sensações que foram estabelecidas através de roteiros que visam gerar um convencimento sobre o grau de realidade do contexto.

Isso se torna possível através de uma identificação pessoal de cada personagem que, envolvido no que agora considera a sua realidade, se vê irremediavelmente estimulado a se defender de circunstâncias ameaçadoras, segundo o grau de identificação que decidiu construir entre as circunstâncias e a sua realidade existencial.

Porém, personagens são expressões de conjuntos de ideias arquetípicas e, nenhum tipo de ideia que possa ter nascido na mente pode ser confundido com nossa condição natural de existir.

Perceba que tanto os objetos, as cores, a luz, assim como o corpo e suas características expressivas, os figurinos, os sons e os movimentos, não estão na cena à toa. Tudo é uma composição de sistemas de pensamento com suas respectivas metas que se entrelaçam e geram uma história com toda a cara de realidade, mas que são, de fato, ideias da mente compondo roteiros estruturados em cenários com seus respectivos objetos cênicos.

Por mais complexo que possa ser o roteiro, isso não o faz real. 

Quando pensamos em algo, temos duas possibilidades:

Ou focamos em nossa realidade para, a partir disso, gerarmos criação real ou inventamos algo na mente e focamos a mente em nossas invenções.

Ficar focado em ideias sem realidade é focar no nada e isso não cria realidades, mas pode criar histórias com seus respectivos roteiros.

Resumindo, então, todos os objetos, imagens, sons e movimentos que percebemos no mundo são apenas objetos e performances cênicas que visam nos envolver em sensações que parecem estabelecer realidade ao cenário que, por mais complexo que seja, é, simplesmente cenário construído a partir de ideias sem compromisso com a realidade.

Cabe então a nós, tomarmos mais  cuidado com os cenários que vemos e não nos confundirmos com nossa realidade. A realidade não está na história gerada na mente e encenada no cenário. A realidade está nos donos das histórias ou nos donos da mente que gera as histórias.

Dessa forma, se relacionar não significa assumir um personagem em uma história e defender suas expectativas, mas localizar os donos das histórias e compreendê-los em suas motivações para fazer histórias e se envolver com elas. 

O relacionamento acontece entre os autores das histórias que buscam compartilhar a vida e seus entendimentos sobre a existência, sobre si mesmos, sobre suas sensações, se utilizando de todos os cenários como vias de comunicação e de compreensão das expressões ali contidas. 

Nessa meta está envolvido também o corpo que não pode ser confundido com o autor da história, mas entendido como mais um objeto cênico que expressa as ideias contidas na mente do historiador que conta, através do corpo, o que ele tem pensado sobre si mesmo.

Então, vamos nos lembrar de olhar para todas as situações e ver o filme que cada um está fazendo, incluindo nós mesmos. Pois é… vamos lembrar de observar cada coisa no nosso cenário e questionar pq aquilo está ali, para poder compreender os meus próprios roteiros que foram traçados inconscientemente. Por que esses objetos estão nessa cena, nessa disposição? Porque essas imagens, incluindo a minha própria imagem, estão na minha cena?Por que estão nessa cena, nessa disposição, com essa maquiagem e com esse figurino, fazendo esses movimentos, falando esse texto nesse tom de voz? O que isso tudo significa dentro do meu roteiro? Quais são as crenças e valores que sustentam esse roteiro?

Podemos sim, dar uma real utilidade importante, gratificante e verdadeira para os cenários e para o corpo, mas somente com a meta de compreender os donos das histórias e suas motivações e entendimentos que projetam no cenário. Um cenário que, de forma precisa, nos expõe tudo o que precisamos saber para compreender o que cada um fez com sua imaginação e o quanto se esqueceu de si mesmo e de Deus.

Dessa forma, poderemos nos relacionar com a máxima utilidade, trazendo, para os relacionamentos, tudo o que nos une entre nós e com Deus que nos acompanha e nos orienta em todo esse processo de retorno à feliz condição de existir na eternidade da Paz Real.

Vamos, então, nesse treino de consciência de tudo o que forma o nosso contexto, passar essa semana observando muito atentamente tudo ao nosso redor, com a meta de levar os relacionamentos e a nossa vivência no mundo ao mais alto grau de aprendizado, tendo Deus como nosso orientador.

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