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Isolamento: a base de todo sofrimento

Redação Coexiste

Redação Coexiste

As respostas para todas as questões de caráter existencial.
Isolamento

Se você está num caminho de desenvolvimento de consciência, certamente já deve ter se questionado sobre o fato de você conhecer tantas teorias, e até já ter tido vivências práticas de paz, de mente calma, de inspiração, mas ainda não entende exatamente por que ainda sente sensações desconfortáveis como raiva, medo, solidão, injustiça. E mesmo que viva super em paz, ainda não é dentro de uma serenidade plena, a partir da consciência plena de que é parte de tudo o que existe. O que nos impede, então, de tomar uma decisão definitiva que torna a transcendência possível? Você já entendeu o que é o isolamento?

E se você não está ainda nesse caminho, mas procura respostas sobre os desconfortos que o acompanham, saiba: há um lugar muito profundo para olhar, localizar, e ser compreendido, mas que é impossível sair disso sozinho. Ainda que essa seja uma compreensão inicial do mecanismo mental que nos acompanha e nos assola ao longo dos dias, entender que é assim, te traz um norte para ter, no mínimo, dias mais em paz. 

No programa A Verdade Está No Ar da última quinta-feira, com o tema A Natureza dos Equívocos e A Distância da Verdade, Kaw Yin e Yan Yin trouxeram essa trilha para olharmos. O primeiro ponto colocado por eles foi que a natureza do mundo é inquestionável para nós, não por ela ser estruturada em algo consistente e coerente, mas por fazer parte de uma estratégia para não se encontrar o que estrutura o mundo, e assim, podermos viver nele a vida como ela aparenta ser. 

Aí o bicho já começou a pegar: então a vida não é isso que vivemos no mundo? Pois é, são questionamentos como esse que nos trazem novas possibilidades de entendimento. Sigamos. 

Eles explicaram que a base do mundo não é questionada, no entanto, é dessa base que vem os pensamentos e ideias que impulsionam todas as ocorrências do mundo. E a partir dessas bases que percebemos as coisas à nossa volta. Ou seja, somos regidos por algo que desconhecemos. “É uma coisa que gera muita compaixão, você vê as pessoas sofrendo, e agindo de uma certa forma que são muito incompatíveis com a natureza delas. As ações das pessoas são ações dirigidas por ideias que vêm de um lugar que elas desconhecem. Elas pensam que está agindo por um motivo, mas elas agem por um motivo totalmente diferente. Elas não sabem de onde vem a orientação para que elas pensem e ajam dessa maneira”, disse Kaw Yin durante o programa.

O isolamento, a base que nos orienta 

O que é então esse lugar que orienta nossas ações e percepções, fazendo com que tudo pareça ser como percebemos? Eles explicaram que há na mente universal, que é compartilhada por todos, um pensamento diminuto que se vê separado, e acredita que ali gerou uma existência separada, e vive os efeitos disso. “É apenas um pensamento que se mantém em sua mente e que, de uma forma totalmente fora da realidade, pensa que é você, ou pensa que substituiu a sua existência ou que usurpou a sua perfeição e a sua titularidade em suas decisões. É um pensamento que substitui a existência e toma as decisões por você”, explicaram, salientando que é apenas um equívoco que pode e deve ser corrigido, com muito treinamento e determinação. 

E por que ele deve ser corrigido? Pois é com base nele que percebemos o mundo como percebemos. Esse pensamento gerou um sistema que gera imagens, e cujo sistema de percepção é orientado pelas mesmas bases que confirmam essa ideia, e não deixam espaço para se alcançar a verdade sobre esse lugar. 

Além disso, é o fato de seguirmos a orientação desse lugar desconhecido, e que nada tem a ver com a nossa real natureza, e nossa real existência, que faz com que tenhamos sensações de medo, de solidão, de raiva. Aliás, toda sensação de defesa que sentimos vem desse lugar. 

“É fácil você perceber que as coisas que vêm de fora, você se sente ameaçado, e quando isso acontece, você fica com medo, e o medo te pega, e você rejeita as coisas que chegam”, explicaram. 

Por que o isolamento gera essa defesa? 

“Essa ideia de separação está guardada e cercada pelo medo, e por ideias de defesa e de ataque, como se tudo o que viesse de fora disso tivesse que ser recusado para garantir que essa ideia sem realidade possa permanecer parecendo ser real.

Por ser uma ideia totalmente sem consistência, está imersa em sensações de insegurança, ameaça, rejeição e desaprovação que são ideias baseadas na culpa por ainda permitir que essa ideia se mantenha, gerando punição e raiva de si mesmo e que se transfere como se estivesse localizada nos relacionamentos”, disseram. 

Dessa forma, todas as sensações que sentimos que não são Amor vêm dessa base, e são transferidas e confirmadas nos cenários e nas relações. Daí a importância de localizar a saída desse lugar. 

A sensação de ameaça que sentimos vem do fato de que esse lugar, por não ser consistente, está sob ameaça. Se olharmos de verdade para esse pensamento isolado e que gera toda a base do mundo veremos que não passa de uma ideia. Diante de tamanha fragilidade, construímos estruturas complexas a partir dessa base, que nos distraem, e nos impedem de olhar verdadeiramente para esse lugar. 

Desistir da solidão 

A saída disso está em admitir que não somos sozinhos e desistirmos de nos mantermos isolados em nossa mente. Na mente universal, fora desse lugar diminuto onde esse pensamento reside, tudo está na mais perfeita ordem da nossa existência, pois tudo segue uno e perfeito como Deus criou. Daí a necessidade de contarmos com Deus para sair desse lugar de isolamento. 

Sim, Deus. E quando falamos Deus estamos falando da fonte de nossa existência, a força que faz existir a Vida que é comum a todos os seres. 

Deus deixou em nossa mente um pensamento que, ao buscarmos contato com esse lugar, podemos ser orientados a olhar para a verdade de todas as cenas, junto com Deus. E nessa escolha, passamos a focar onde somos unos com Deus e não onde imaginamos a separação. 

Aqui estão as informações, a saída efetiva disso exige prática, e um nível de determinação bem alto. Basta olhar o quanto os seus dias são dedicados a olhar para a sua existência ou aos assuntos? Ficou fácil, né, de ver? Pois fomos acostumados desde sempre a olharmos para os assuntos do nosso dia a dia, e não olhar para nossa existência. Mas como titulares que somos de nossa mente, podemos retomar esse treino. 

Treino prático

No programa, Kaw Yin e Yan Yin deixaram um oração, um exercício mental para ser feito, e compartilhamos aqui para facilitar a sua prática. E claro, o que colocamos aqui foi uma visão geral do que foi falado. Vale assistir com calma, e querer entender, para que, no mínimo, a necessidade de se resolver isso para todos fique mais clara e urgente para todos nós. 

Há um caminho verdadeiro, uma orientação verdadeira, na qual o Amor dissolve todo o medo a partir da confiança. 

Há uma decisão a ser tomada.

Há um pedido a ser feito.

Há uma oração a ser mantida no coração.

Há uma decisão que se resume assim:

Acima de tudo eu quero ver Verdade sobre tudo e isso eu peço a Deus e paro de julgar tudo o que me chega.

Eu olho para o mundo e para os meus irmãos e confio que tudo foi enviado por Deus, conforme o meu pedido sincero.

Peço então a pura orientação de como usufruir de todas essas dádivas para alcançar a correção e o desfazer da ideia de separação e de isolamento que está em minha mente, mas não me pertence.

Eu confio que Deus nunca me abandonará e nem eu a Ele.

Deus me levará até o lugar onde essa ideia se esconde e me mostrará o quanto ela é irreal e assim, eu reconhecerei que essa ideia de separação e de isolamento não pode me amedrontar nem fazer com que eu me sinta só, porque Deus está comigo em um caminho que é de todos e que nos devolve o Céu.

Deus nunca me abandonará e nem me deixará com medo no caminho, pois Deus quer eliminar o medo que eu inventei e que nunca existiu na realidade que Ele compartilhou comigo.

O programa pode ser visto na íntegra aqui: 

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