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As relações entre sofrer e retirar o sofrimento

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Você sofre? Você assiste pessoas sofrendo? Você se sensibiliza com o sofrimento das pessoas e quer fazer alguma coisa? Você tem o desejo de ver um mundo feliz? Quer retirar o sofrimento do mundo? Mas quais são as relações entre sofrer e retirar o sofrimento? Cuidar é o caminho para se encontrar o fim do sofrimento para todos
Retirar o sofrimento

Roteiro do episódio #65 do podcast Não Dá Para Desouvir, com Kaw Yin e Yan Yin:

Há dentro de todos uma vontade de que o mundo seja melhor. Um mundo melhor significa um mundo com menos conflito, menos desconfortos, menos sofrimento. 

E por que não dizer: um mundo melhor é um mundo sem sofrimento. Sim, todos desejam diminuir o nível de sofrimento do mundo e, claro, de si próprio. Mas para que isso possa vir a se tornar um fato, é necessário antes de mais nada, compreender AS RELAÇÕES ENTRE SOFRER E RETIRAR O SOFRIMENTO. E esse é exatamente o nosso tema de hoje.

O sofrimento tem duas perspectivas muito diferentes: o sofrimento visto por quem o sofre e o sofrimento visto por quem ama aquele que sofre.

O sofrimento visto por aquele que sofre é um sofrimento escravizante por não deixar dúvidas de sua realidade sentida pelos sentidos do corpo e pelo mal estar mental que mantém a mente e o corpo em um estado de prisão e de identificação com a causa do sofrimento que, a partir dessa identificação, deixa a certeza de que o sofrimento faz parte da sua vida e da sua existência.

O sofrimento visto pelos olhos de quem ama aquele que sofre, é visto como algo a ser retirado da mente e do corpo de quem está sofrendo por causas que não pertencem à realidade da sua existência e, portanto, não tem afinidade com a Vida que o faz existir.

Porém, a consciência dessa não afinidade, vista por aquele que ama aquele que sofre, não é simples de ser compartilhada porque, a identificação com o sofrimento e a não identificação com o sofrimento, partem de bases mentais opostas.

Bases mentais opostas

Quem sofre acredita que o sofrimento é real por acreditar que, a sua vida, separada de todas as outras vidas através de um corpo, é a realidade da vida que nasce, cresce, reproduz e morre.

Se essa fosse a sua realidade, nada poderia ser feito e o sofrimento se encerraria na morte, tornando a morte até uma forma de salvação e de descanso para aqueles que, indubitavelmente, sofrem demais até a morte.

Nessa perspectiva o sofrimento faz parte da vida assim como a morte.

Nessa perspectiva, quem morre, morre, e quem não morre, continua vivo por mais algum tempo, vivenciando as mesmas vulnerabilidades e possibilidades de sofrimento enquanto a sua morte também não chega.

Realmente, isso não parece uma perspectiva com a qual alguém possa se conformar e ao mesmo tempo acreditar em um Deus amoroso que protege suas Criações.

Mas, se isso é algo inaceitável para quem pretende continuar a ter Fé em Deus, confiança e esperança em Sua proteção eterna, temos que, necessariamente pedir a Deus que nos conte a Verdade sobre o que vemos.

Precisamos pedir a Deus que nos ensine a retirar o sofrimento, tanto da nossa mente quanto do nosso corpo, e ainda, que nos ensine a ensinar esse processo para aqueles a quem amamos e por quem nos sensibilizamos com seu sofrimento, mesmo que não estejamos sentindo esse sofrimento em nossa pele e, mesmo que as emoções sofríveis não pertençam às questões vistas por nós em nossa chamada vida pessoal.

Sim, precisamos, mais cedo ou mais tarde olhar seriamente para isso e, talvez esse momento seja agora, afinal, se esse não fosse o seu momento, dificilmente você estaria ouvindo este podcast com as  vozes de quem pensa nisso 24 horas por dia em todos os dias e que jamais vai tirar da mente a necessidade de erradicar o sofrimento dos seres vivos, até que o sofrimento não possa mais ser visto no Universo.

E, já que você está ouvindo, receba, antes de mais nada, a nossa gratidão por sabermos que jamais resolveremos isso sozinhos ou sem a ajuda daqueles que ouviram o chamado de Deus para cuidar diretamente das Suas Criações.

Um cuidado inspirado na unidade, através do Amor, que permite que essa orientação para a salvação seja compartilhada através desse Amor que nos une nessa missão e nesse Plano Divino de trazer Deus para o mundo e a Sua Verdade que nos faz ver que a nossa eterna Santidade não é compatível com o sofrimento em nenhuma instância ou forma de apresentação. 

Retirar o sofrimento

Eliminar o sofrimento de alguém não é sofrer junto, mas necessariamente, quem quer ser um salvador tem que saber do que é necessário se livrar para poder resgatar a dignidade compatível com a Paz e a Felicidade.

Um salvador precisa reconhecer, antes de mais nada,  a sua própria dignidade que cresce a cada olhar de compaixão que ele entrega e a cada reconhecimento da unidade que o coloca em estado de devoção capaz de inspirar pensamentos palavras e ações.

Uma postura que pode mostrar ao seu irmão, o quanto ele é, também, divinamente digno da sua devoção que está sendo entregue a ele para o conforto a ser alcançado através da salvação de ambos,

Na medida em que ele é salvo pelo salvador, ele também se torna imediatamente um salvador, compartilhando novamente o que recebeu transferindo gentilmente para que essa corrente da Paz aumente a cada gesto de compaixão, próprio da visão da unidade da Vida que nasceu em Deus.

Isso começa quando você se permite ter a primeira visão de que os interesses de alguém não estão separados dos seus próprios. Nesse momento, uma luz se acendeu e o acordo com Deus foi estabelecido pela legítima vontade de servir e ajudar verdadeiramente aquele de quem Deus já cuida e que, agora, entrega em suas mãos para um trabalho conjunto. 

Uma missão em nome do Amor e da Paz que logo virá a partir dessa luz que se acendeu na mente que nunca mais voltará ao seu estado anterior de ilusório isolamento e para a solidão que, agora, é vista como impossível, a partir da compaixão que nasceu para nunca mais deixar a mente de quem viu Deus em um irmão. 

Um irmão que, na verdade, é, também o seu salvador, visto que ensinar é aprender e que, através de você, iniciou o seu próprio processo e que jamais se esquecerá de quem o iniciou nesse caminho sem volta e que termina no Céu.

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