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Autojulgamento e vergonha

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Ao longo de nossas aulas com o grupo de alunos adolescentes tivemos longas conversas sobre a vergonha e o quanto essa sensação nos limita. A saída disso: olhar para o outro
Autojulgamento e vergonha

Se tem uma coisa que parece fazer parte da rotina de um pré-adolescente ou um adolescente é a vergonha, o julgamento ( o autojulgamento) ou o medo de ser julgado. 

Numa aula de teatro que propõe dinâmicas e conversas não é simples trazê-los para o relacionamento com a gente e com o grupo de uma forma que eles se exponham, sem medos. 

Nas primeiras aulas do Curso Livre de Teatro Teen com os alunos adolescentes, a gente precisou ter muitas conversas com eles para tirar esse medo de falar, de se expor, e até de conversar. Vergonha e autojulgamento foi algo que pairou em todas as propostas que fizemos. A cada convite para uma dinâmica, a autocrítica já vinha junto como uma trava. 

Antes de propor exercícios de expressão de corpo, a gente percebeu que precisava gerar um ambiente muito seguro, relaxá-los mentalmente, dar bastante amparo, conversar bastante sobre conceitos de dia a dia, sobre o que vivem, sempre trazendo para o teatro, utilizando o entendimento sobre arquétipos que eles identificam no dia a dia para mostrar que dificuldades de expressão são experienciadas por todos. 

Aí, na última semana, a gente propôs o exercício do espelho, uma dinâmica muito conhecida para quem estuda o teatro, que é você acompanhar copiando os gestos do outro lentamente. Uma pessoa faz os gestos, e a outra copia, como num espelho (lembrando que a aula é por videoconferência). Pra decidirem quem da dupla ia começar levou um tempo, um jogava para o outro, até que um topou começar. Na fase dois do exercício, um aluno liderava fazendo os gestos e todos copiavam. Fomos revezando até todos terem a experiência de liderar, até que eles pediram para nós liderarmos também a dinâmica, assim como eles estavam fazendo. 

Nessa hora, topamos o convite! E investimos em expressões grandes e exageradas, caretas, língua de fora, boca aberta, se aproximar da câmera, e eles iam fazendo de uma forma um pouco resistente, achando engraçado, mas já deixando o autojulgamento aparecer na frente! 

Quando fomos conversar sobre o que sentiram na experiência, logo veio a constatação: “Dá vergonha!” , e logo eles somaram falas como “o que os outros vão pensar?”, “vou ser ridículo!”. Aí isso abriu brechas para conversarmos sobre como essa é uma sensação que todos têm, mas que se olharmos a fundo mesmo, o que acontece se colocar a língua pra fora? E se fizer careta? Até todos verem que não há risco algum, e que este medo, é pura imaginação. 

Pudemos também falar sobre Meisner (teórico teatral), que dizia: “você não controla o modo como você é percebido”, e a partir disso tivemos uma longa conversa sobre o outro lado, de cada um conseguir decidir o que vai colocar para o mundo, para o outro. 

Quando compartilhamos com eles que quando nós lideramos a dinâmica, tivemos a intenção de fazer aquilo que eles acham que não podem, e sabíamos que eles poderiam pensar um monte de coisas sobre a gente, mas o nosso foco estava em eles perceberem que podem, sim, se expressar. 

Neste momento um dos alunos soltou: “professora, isso mexeu com meu coração!”. E a partir de então, todas as aulas foram incríveis. E a mãe dele logo deu o feedback para gente de que nunca o viu tão empolgado com um projeto. 

Logo eles perceberam que toda vergonha está relacionada com o fato de ficar focado em si mesmo. Quando olhamos para o que vamos entregar, e construímos um ambiente seguro para isso, nosso foco está na entrega, e nesse lugar não tem vergonha! 

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